Eu, eu mesma e Pepa Funny

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Alguém tentando escrever o próprio roteiro, buscando fazer dos dramas uma comédia, da ficção algo real e do romance a mais linda história de amor.

sábado, 16 de janeiro de 2010

É, foi ou será apenas um sonho????



Acabei de ver um filme, chamado "Foi apenas um sonho", título original "Revolutionary road", para falar a verdade prefiro a versão português, odeio ver filmes dublados mas normalmente acho as versões dos títulos para o português mais coerentes. Assisti este filme com uma galera, foi eu que escolhi, acho que fiz a escolha errada para se ver em família, no entanto rendeu comentários e tantos, mais referentes ao relacionamento dos personagens, tipo do que cada um deveria ter feito ou porque ela fez aquilo (veja o filme para saber), perguntas sobre a última cena, etc, etc, etc.
Mas o que mais mexeu comigo mesmo foi as intenções de April (Kate Winslet) mudar de vida. Estou passando por esta fase atualmente, e acho que esta foi uma daquelas personagens com quem nos identificamos muito, e sei que não estou sozinha neste barco.
Quando somos jovens nossas vidas se enchem de sonhos, mirabolantes, incríveis, aventurescos. Para alguns, o sonho se torna realidade, é realidade, para outros foi apenas um sonho, as chances, a força de alguma forma esgotou e para outros, ainda buscam a resposta certa.
Talvez parecerá clichê o que vou dizer mas a esperança é o que sempre nos motiva a continuar. Abaixo seguirá uma conversa onde o casal explica porque estão querendo tomar um rumo totalmente diferente para suas vidas a um homem "louco":
- Por que gente como você foge? - Perguntou o homem "louco".
- Não estamos fugindo.
- O que tem em Paris?
- Um tipo de vida diferente. -Talvez estejamos fugindo. Fugindo do vazio sem esperança da vida aqui.
- "O vazio sem esperança". Agora disse tudo. Muita gente percebe o vazio, mas é preciso ter coragem para ver a falta de esperança.
Ele disse tudo, quando a esperança acaba tudo acaba, os sonhos morrem, a vida não tem mais objetivos e vai cedendo aos poucos, acho que se chama morte lenta, felicidade incompleta é morte lenta. Também não estou dizendo que as pessoas são 100% felizes, mas se não são pelo menos 70%, que razão há para continuar mesmo???
"O homem tem poucas chances na vida" é mais uma das frases e como não sabemos o que pode acontecer no futuro ficamos acomodados com a vida que levamos mesmo não estando felizes porque temos medo de agarrar estas chances. O ser humano é as vezes pateticamente medroso, e eu já postei algo sobre medo neste blog, o medo gera fraqueza, e como o Coringa cita em Batman- Cavalheiro das trevas, gera o caos, a desordem, a bagunça. Quem quer viver uma vida bagunçada?
A felicidade está naquilo que sonhamos, as pessoas não devem ter apenas um objetivo na vida, deixe isto para os velhos que viveram tudo o que tinha para viver, as pessoas devem ter muitos objetivos porque quando alcançar um corre para o outro, e quando ver que não alcança um tenta realizar outro, assim a esperança não acaba e o combustível também não.
April não enxergou razão para continuar, aquilo já não bastava para ela, ela queria mais, mas perdeu a força, perdeu a esperança e tudo acabou. Por que alguns fazem isto? Por que desistem dos sonhos? Por que se cansam? Por que os que tentam são "taxados" de loucos? Por que o que está sempre dando certo tem de estar bom mesmo quando não está? É utopia demais ir atrás daquilo que deseja e tentar ter uma vida mais digna?
Na minha opinião o cara mais sensato do filme é o personagem que é considerado louco. Louco por quê fala a verdade? Louco por quê sonha demais? Louco por quê enxerga a verdade nas pessoas?
Se é utopia ir atrás daquilo que deseja e tentar uma vida mais completa, é hipocrisia e demência continuar em algo que não te faz feliz sem tentar outras alternativas. Bom não pode ser o suficiente tem que estar excelente!
E excelente é o que eu busco para minha vida e tenho certeza que você também.
Juro por Deus que não quero olhar para trás a minha vida e dizer que foi apenas um sonho sem ao menos ter tentado, não me interessa qual vai ser o final dela, mas quero aproveitar cada minuto, e quem sabe nos encontamos numa casa gostosa cheia de netinhos contando as aventuras e desventuras vividas numa vida sonhada e realizada....Sabe como é.... não custa nada sonhar.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

E assim caminha a humanidade.




A revista SET ed.267 mostra, como sempre, um bom artigo sobre o filme "Avatar" e nele James Cameron diz algo:"Hoje em dia, o 2D está para o 3D como os filmes em preto e branco estavam para os filmes coloridos nos anos 1930. Preto e branco eram o mdodo predomintante de fazer filmes. Isso não acontece da noite par ao dia. Imagino ver a Copa do Mundo em 3D. Eu quero viver neste mundo."
Diz para mim.... quem não quer???
A primeira vez que vi Avatar fiquei impressionada, com a história, o 3D e tudo mais, meu irmão havia até me ligado numa empolgação só dizendo suas emoções quanto ao filme, ambos gostamos muito de filmes, então achei estranho por não compartilhar tão bem das mesmas emoções. Mas hoje eu senti isto, compreendo o que ele quis me dizer quando pude ver Avatar no cinema de forma normal. Consegui me lembrar das cores, efeitos e sensações que o 3D me proporcionou, como se ele tivesse feito, e deveria mesmo, apenas para ser passado assim. Depois de tanta especulação e criticas boas quanto a volta de James Cameron após Titanic, eu entendi, o cara pode té demorar, mas quando vem é para detonar, ele consegue mesmo transformar o mundo dos filmes. Eu comprei Titanic nesses dias e postei apenas algo em meu Twiiter: Não parece que se passou anos, os efeitos e texturas e sentimentos de Titanic continuam os mesmos. Acredito que daqui há anos direi o mesmo de Avatar. Estamos fazendo parte de uma nova evolução na história do cinema e estou chando tudo fantástico.
Obviamente não vim aqui apenas para falar do maravilhoso mundo 3D, mas queria compartilhar também minha opinião quanto a este filme.
"Ok. Avatar é uma história de amor, mas traz consigo uma trama que diz muito sobre quem somos como pessoas e nosso lugar no mundo." - James Cameron
O negócio é que... quando estava vendo o filme lembrei de 3 frases.
"Rezemos para que a raça humana nunca habite outro planeta para destrui-lo também."
"Quanto mais conheço as pessoas mais amo os animais". E neste caso estou ferrada, porque além do meu hamster não amo nenhum outro animal hehehe.
E este foi um dialogo com um amigo meu sobre algum assunto que não me lembro qual, mas era sobre filmes...provavelmente de guerra.
- Acho que hoje tudo é pior, o ser humano está pior. Disse ele:
- Acho que não! Na verdade apenas acho que hoje temos mais recursos. O humano sempre foi mal.
- Hoje existem armas, bombas, satélites....
- Por isso eu digo, as únicas coisas que mudaram foram os recursos.
Não é fácil pensar na quantidade de anos que o planeta existe e suas vastas histórias. Boas, nem tão boas e as macabras e pensar que fazemos parte de uma geração de heranças de destroços e restos, o que forma esta sociedade acabada e corrompida.
A única preciosidade são os bens materiais e custe o que custar para conseguir. Não estou generalizando, disse que algumas histórias foram boas, mas quando vi Avatar só consegui me lembrar das ruins e do quanto o ser humano é péssimo. E para piorar ainda somos mediocres o bastante para acreditar que caminhamos rumo ao progresso.
Fiquei enojada em pensar que não precisamos em ir para outros planetas e ver aquelas atrocidades acontecendo.
Ah! Qual é?? Não quero ser sistemática e nem repetitiva, mas fatos são fatos e estou com vontade de escrever sobre eles.
Até as guerras já perderam sua dignidade. Basta olharmos qualquer filme épico do passado e vamos perceber como os guerreiros lutavam antigamente. "O Patriota" por exemplo. Sempre fiquei me perguntando qual era a moral de cada lado ter sua vez para atirar, ficava com tanta pena dos que estavam na linha de frente da batalha, não tinham nenhuma chance. Mas hoje eu entendo, todos tinham sua oportunidade, como se fosse espada por espada. E de um tempo para cá tudo mudou, alguns fazem questão de oprimir o mais fraco e quanto maior o recurso melhor o massacre, nem interessa se o outro tinha como se defender ou não. Agora... pensando melhor acho que vou até concordar com meu amigo. O ser humano está mesmo pior.
Tipo... matar uma tribo e a natureza deles com armas de fogo enquanto eles tinham flechas?! Covardia. Ainda bem que os Na´vis tinham animais e a Eywa para ajudá-los. Mas e nós? Na verdade nem valorizamos nossas plantas e animais e estou até a natureza ir contra nós, acho que numa guerra isto se chama direitos de defesa. Mas numa pessoa X pessoa, quem sai perdendo é aquele que as vezes nem teve chance de se defender. E onde está a moral disto? Para quem viu "Diários de mocicleta" por exemplo, sabe do que estou falando.
"Rezemos para que o ser humano nunca chegue a conquistar outro planeta."
Num dado momento de Avatar Jake Sully (Sam Worthingon) conversa com a árvore dos espiritos e diz para ela ler a mente de uma humana e observar como ficou nosso planeta, sem verde. E é assim que caminha a humanidade. Não dá para falar apenas da destruição de pessoas para pessoas, o filme retrata seres e isso inclui zoologia e botanica, o que me chamou muito a atenção. Nosso mundo faz parte de um conjunto, 2+2 não é igual a 3.
Certa vez vi na bíblia que nos fins dos tempos o amor esfriaria. Se eu for pensar nisto agora poderia dizer que estamos vivendo o fim dos tempos, mas acho que todo mundo já percebeu isto, só não quer acreditar. E muito mais confortável ficarmos sentados enquanto caminhamos e cavamos nossa própria cova. O ser humano já está corrompido e já não resta muito o que fazer. Para nós expectadores, basta esperar, esperar a próxima batalha e continuar o que estamos fazendo, eu acredito que não somos covardes, só estamos tentando sobreviver. Vendo Ratatouille o ratinho diz que ama os seres humanos porque eles não sobrevivem, eles inventam. Eu discordo, digo que os humanos sobrevivem e eles inventam para sobreviver como se fosse uma capa de protação, como se não existisse política e "diplomacia" por trás de tudo enquanto continuamos nossas vidas.
Depois que eu sair daqui não vou levantar protestos para salvar a Mata Atlantica, ou para acabar com a matança dos animais para retiradas de peles, ou acabar com a poluição para a diminuição do efeito estufa. Na verdade vou assistir um filme e talvez criar mais algum pensamento para postar aqui.
Eu desacredito no mundo, mas amo tanto algumas pessoas e algumas coisas que estão nele que não vou perder meu tempo tentando salvá-lo. Quero aproveitar cada minuto que ainda resta nesta contagem regressiva. Uma hora ele vai acabar e cada um faz aquilo que achar melhor e assim vai caminhando a humanidade.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Você tem medo de que???

Tenho certeza que a sua cabeça veio cobras, aranhas, escuro, lugares fechados, lugares pequenos,morte e mais aquele monte de fobias que a gente nem tem noção que existe (tenho certeza que irei descobrir uma por todo o percurso de minha, eu espero, longa vida). No entanto, não quero falar sobre isto diretamente. Na verdade fiquei até intrigada por estar postando em cima de um filme que achei q não poderia tirar nada de proveito além do entretenimento. Minto. Aprendi duas coisas: 1º Magia negra não existe, e mesmo se tentarem te enganar com isto, abra os olhos. Tudo tem uma explicação e a ciência por trás disto. Mas... pensando bem... acho que não aprendi isto em Sherlock Holmes, mas em Scooby Doo, não é?!
Bom... chega de blá blá blá, vamos aos fatos.
Achei o filme muito legal, apesar da brincdeira acima, gostei muito quando tiraram um pouco da misticidade, já que não se tratava disto, e sim da inteligência de Holmes e seus enigmas. Mas o maior ponto para mim foi a intenção do vilão: Dominar o povo pelo medo.
Medo.
O que é o medo? Procurando no dicionário encontramos..."covardia, fraqueza, pavor, pusilanimidade, pânico, susto, temor e terror" (http://www.dicio.com.br/medo/).
De todos os sentidos perceba a palavra fraqueza. O medo nos torna fracos!
Não acho que o filme tenha sido levado a comédia aleatoriamente. O medo tornaria a história mais complexa e não daria para o papel de Robert Downey Jr. ser tão brilhantemente engraçado uma vez, que o medo domina a mente e perturba tornando a pessoa, como já dito, fraca.
Pessoas comentem atos errôneos por medo, matam, se matam, ficam loucas, doentes, pertubam, ficam perturbados... sei lá.
Será que estou falando o óbvio??? Penso que não. Quase ninguém deve ter parado para pensar realmente no que tem medo, alguns devem até achar que não tem medo de nada, mas tenho certeza que tem alguma coisa lá dentro que o amedronta tornando-o fraco.
Fala sério! É claro que não quero acordar fantasmas em ninguém, mas quando uma pessoa se conhece bem, conhece suas fraquezas, pode usar isto como um ponto pra vencer, já que o medo é um ponto fraco.
Por isso digo, vá pular de pára quedas, vá num brinquedo bem louko no Playcenter, visite o Butantan, conheça os Aracnideos, faça algo num lugar escuro (eu indicaria sexo...hehe), fique passeando de elevador no seu prédio, ou invente alguma coisa dominar esta fobia louka que vc tem. Ah! Larga mão de ser um fracote e aproveite a vida assim como nosso querido detetive fez... aproveitou cada momento da vida, desfrutando sem medo de ser feliz!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Peixes morrem pela boca






Para quem assiste House talvez entenda o que eu vou falar.
Ele se trata de um cara arrogante, solitário, egoísta e totalmente autêntico, e digo isto porque ele simplesmente fala a verdade, o que precisa e quando precisa.
Fiquei pensando em como tudo seria melhor se todos fossem assim. Não teríamos mais aquela sensação de estar falando a coisa errada, ou ficar pensando por horas em como falar algo ou quando. As pessoas não se arrependeriam das coisas que falaram e não ficariam tentando concertar aquilo que falou, não perderiam tempo fofocando sobre aquilo que deveria ter falado pessoalmente cara a cara, pensaríamos mais antes de falar, seríamos mais sinceros e automaticamente mais autênticos.
House é assim, e se bem me lembro as pessoas que possui um grande contato o conhecendo melhor gostam dele, de uma forma estranha mas gostam, acho que é porque qualquer pessoa busca a sinceridade. E House segue uma lista de qualidades que nos dá segurança pois sabemos o que esperar dele, personalidade, inteligência e a verdade.
Quando convivemos, o que é normal, com gente que não possui estas qualidades tem os que tomar cuidado, como se tivéssemos pisando em ovos porque as pessoas morrem pela boca, as vezes um suicídio ou as vezes um assassinato mesmo.
Mas o pior de tudo é que nos acostumamos a viver num mundinho de palavras ilusórias do conto de fadas das palavras onde frente a frente tudo é perfeito e quando viramos para trás dá até para sentir o cheiro do veneno gotejando pela boca. O bom é que um dia a máscara vai cair seja de quem for, menos a do House que já mostrou quem é há muito tempo.


Os fins justificam os meios???

Seria certo eu não comentar sobre este filme agora, talvez se eu o assistir umas 2 ou 4 vezes saberia realmente o que dizer, mas é que com ele compreendi algo: Talvez os fins justificam os meios.
Na maioria das histórias em quadrinhos existem três tipos de pessoas, o vilão, o herói, e o expectador. Alguns vilões até tem uma filosofia, tornando a história mais complexa, além daquela de unicamente dominar o planeta (já me cansei desta!), como exemplo disto vemos Magneto, que em X-Men acha que os humanos são provocadores de guerra, como aconteceu no período nazista, em que sua família foi detida por ser judia, logo ele acha que com a descoberta dos mutantes os humanos poderiam realizar, vamos dizer... uma terceira guerra mundial. Vou abrir uma parênteses também para falar do Coringa, que entre tantas histórias em HQ ou outros filmes, me surpreendeu com o roteiro de “Batman- Cavalheiro das trevas” que possui por pensamento mostrar que o ser humano é corruptível (sobre isto não tenho uma opinião formada ainda, mas prefiro acreditar no Batman, com porcentagens de mudança para a idéia de Coringa, pois já dizia nosso querido Gregory House: “As pessoas mentem”).
Ok! Voltando ao foco...
Todo filme possui vilões mas Watchmen não, na verdade, ele me fez acreditar nos heróis como seres fortes e humanizados. Não que em outros filmes não houvesse isto, mas é que os personagens deste filme possui tantos conflitos psicológicos que acabam tornando seus próprios vilões e o perigo para a raça humana, como se eles tivessem que salvar o mundo deles mesmos. Como exemplo começamos com o Comediante, o que achei mais perigoso, ou até mesmo o fascinante Dr. Manhattan, que cogita a destruição do Planeta devido apenas por seus conflitos emocionais, mas de todos o que mais me chamou a atenção foi o “herói” Ozymandias que acha justificável matar milhões de pessoas para impedir a terceira guerra mundial, seu discurso é: “Matar milhões para salvar bilhões”.
Posso dizer que fiquei horas pensando sobre isto. A mente do ser humano é algo extraordinária, suas idéias e pensamentos mostram o verdadeiro poder de cada pessoa, nem precisamos olhar através das portas, ou ficar invisível num ambiente, basta ter uma mente que pensa e tudo poderá ser criado. Mas além disto o filme me deixa questões moralistas como. Até eu ponto podemos sacrificar algo grande por algo maior ainda? Matar para salvar outro? Deixar de ajudar um para salvar outro? É antagonismo demais para mim. O que é o moralismo diante de tantas questões? Até que ponto os fins justificam os meios?
Olha! O filme é um aspirante a Liga da Justiça, mas acho que vale a pena a ver, até porque se houver uma sequência eu quero saber até onde vai a paz mundial.

Morte inevitável

O que me fez pensar em tudo o que vou escrever logo foi um filme chamado “Coração de Tinta” (Inkheart), um roteiro teen, um filme mágico mas nada inovador, já vi roteiros com faixa etária 14 anos melhores, nota 4 ou 5, mas o personagem que mais me chamou atenção foi o do ator Paul Bettany, o sofrido Dedo empoeirado, que lendo um livro descobre o seu fim.
Acredito eu que grande parte das pessoas tem medo do futuro, no entanto se pudesse saber como minha vida terminaria optaria por não ouvir.
Perder toda a beleza das surpresas que tudo nos oferece? Nem pensar...
A única comparação que pude chegar é a de uma pessoa com câncer e seus 30 dias de vida, claro que cada um é cada um, talvez uma pessoa reagisse com entusiasmo para aproveitar cada segundo de vida que lhe resta, ou existe a pessoa que vai se debulhar numa depressão tornando saudosa a morte inevitável, mas a questão é que tudo se tornaria previsível. Concordaremos que o fim é algo previsível, mas não saber como ele será acho realmente algo fantástico, não ter o controle absoluto da vida é uma dádiva. Quando não sabemos o que está para acontecer conseguimos planejar e seguir aproveitando os momentos ao nosso alcance. Perder, ganhar, superar, amar, odiar, chorar, sorrir são verbos de uma força maior que é viver a fim de terminar uma história já escrita. Mas quem precisa saber como termina antes da hora?
Eu gosto de pensar em deixar os finais das histórias para seus autores e ir desvendar os destinos pensando que cada um cria sua própria história.

domingo, 10 de janeiro de 2010

O que é felicidade???

Esta semana me perguntaram indiretamente o que era a felicidade, na verdade foi uma pergunta inédita, já houve muitas questões sobre a felicidade, mas não assim tão abertamente. Fiquei dois dias pensando e cheguei a uma conclusão: A felicidade não existe por um motivo apenas, é um conjunto de fatores, como, pessoas, ações, momentos, palavras. Nem sei se a lista segue adiante, mas vou citar alguns exemplos, lembrando que não estou generalizando a felicidade, vou dizer o que é a felicidade para mim.
Descobri que a felicidade é: Poder acordar tarde sem ter peso na consciência de ter perdido tempo. É poder assistir um filme numa tarde com chuva com um balde cheio de pipoca. É ter pouco dinheiro e poder estar com os amigos contando moedinhas para comer um lanche. É sair de casa para fazer uma caminhada e tomar um banho de chuva. É descobrir que gosta de alguém e ficar com aquele friozinho na barriga quando chega perto dele. É poder falar bobagem, palavrão, sem estar preocupado com o que os outros vão pensar de você. É ser você mesmo. É conhecer gente nova, diferente e fazer uma troca, dar a ela o que tem de melhor e receber o que ela tem de melhor. Felicidade é ouvir música bem alto e dançar balançando todo o corpo jogando os braços para cima, é cantar para perturbar, ou não, o vizinho. É dar gargalhadas. Ouvir uma piada. Beijar. Amar. Brincar. Xingar. É dizer eu te amo sem vergonha quando sentir vontade. É comer brigadeiro para desabafar as mágoas com as amigas. É comer sem preocupações. É ajudar pedindo nada em troca, ou dependendo da pessoa pedir sim. É se reunir com família no Natal e comer peru. É poder contar a história da sua vida e ter alguém querendo ouvir de verdade. É ter um sonho. É realizar um sonho. É correr atrás de um sonho. E assim a lista segue.... Coisas simples que podem representar felicidade. Seria mesmo hipocrisia não colocar aquilo que todo mundo quer... “muito dinheiro no bolso, saúde para dar e vender” e ter um romance de vez em quando, mas para mim estes fatores + aqueles fatores = felicidade, não dá para ficar sem as coisas simples, mas a conclusão maior que consegui chegar foi que a felicidade é mais do que ações, palavras e momentos, na verdade são pessoas. Para cada item descrito todos depende de pessoas. São elas que podem nos ajudar a obter o que queremos, sozinhos não somos nada, ou pelo menos não temos a felicidade.

Eu???


Se eu fosse me definir... seria assim...

Hoje vi um filme... Brilhante! Ele se chama "O curioso caso de Benjamin Button". Não senhoras e senhores, não é um filme qualquer, é um de muitas lições, mas uma... aquela do final, onde as narrativas normalmente são as mais belas, me fez refletir sobre a beleza de viver. A infinitude de momentos perfeitos, ou até mesmo imperfeitos, que transformam uma pessoa naquilo que ela é ou no que poderá ser. O trecho diz o seguinte:

“Algumas pessoas nasceram para ficar sentadas junto ao rio. Algumas são atingidas por raios. Algumas têm ouvido para música. Algumas são artistas. Algumas nadam. Algumas conhecem botões. Algumas conhecem Shakespeare. Algumas são mães. E algumas pessoas dançam.”

É fantástico saber que tenho um planeta, ou até mesmo um bairro ou uma ruazinha a explorar cheio de diferentes tipos de pessoas a conhecer e amar e escrever uma história.
Não quero ser fantasiosa, mas é no que definitivamente acredito. Por isso seria difícil dizer quem sou no momento quando não vivi nem um por cento do que devo viver. Sou alguém a ser explorada e ser conhecida por muitos que me definirão por aquilo que me vêem momentaneamente. E eu só poderei dizer quem sou realmente quando der meu último folêgo de vida, quando minhas chances de ter sido todo tipo de pessoa estiver acabado.
No momento posso dizer quem quero ser. Quero ser alguém que fique sentada no rio, quero ser atingida por raios, quero ser uma artista, quero nadar, conhecer botões, Shakespeare, ser mãe e quero dançar. Quero ser uma parte de cada um e quero que cada um leve uma parte de mim, porque somos frações daquilo que vivemos e com quem vivemos e somos completos apenas quando aprendemos a explorar tudo aquilo que está a nossa volta, ou seja, quando aprendemos a viver de verdade.

- By Pepa