
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Comédias podem ser inteligentes....

A união faz a força???

Acabei de twittar que tenho uma teoria sobre filmes baseados em fatos reais. Eles normalmente são bons por si só. Se alguém decidiu fazer de tal história um fime é porque é boa, apenas precisa de uma boa direção para que ela não se estrague. Mas.... chega de blá blá blá, vamos ao que interessa!!!
Hoje vi Invictus, claro que todos irão de concordar que é uma ótima história, eu até chorei em certo ponto, já isto tenho certeza que muitos não irão concordar, mas sou mulher e estou sensivel o que torna compreensivel e devo citar as compainhas que foram ótimas. Valeu Deysinha e foi um prazer conhecer a sua mamãe.
Certo! O filme....
Na verdade não sei bem no que vou falar, não sei se do filme, como já disse eles falam por si só e este então... aff... sempre gostei do Morgan Freeman, mesmo ultimamente fazendo apenas papéis coadjuvantes eles sempre torna a coisa melhor, até demoraram para dar a ele papel de protagonista, mas às vezes é bom esperar,o que está na frente pode ser melhor do que o que temos agora, como foi o caso deste filme para ele, ou não sei se vou falar de jogos. Minha cabeça está juntando as peças para tentar reproduzir o que estou sentindo e quero dizer.
Mas vamos lá...
Não sei se por coincidência, mas na semana passada tive o privilégio de ir com um grande amigo ao meu primeiro jogo de futebol. Foi incrível!! De verdade! Não deu para me importar com o cheiro de bebida, cigarros, suor e até o medo das brigas tinha desaparecido, porque o amor que senti no meio daquele povo referente ao seu time, neste caso o Internacional (Porto Alegre- RS) que jogou contra o Juventude e venceu de 5x0, foi.... ÚNICO. O sentimento de todos os torcedores cantando todas as músicas como se nunca mais pudessem entoá-la transformando-as em verdadeiros hinos não importando a letra. Na verdade não vou me estender muito para tentar explicar algo que só apaixonados por futebol sabem. Meu esporte favorito é voley, mas não me lembro de ouvir hinos com tanto amor em toda minha vida. Invictus me fez retornar a este sentimento e acho que não teria entendido tão claramente este filme se não tivesse vivenciado o jogo naquela tarde quente e ensolarada em que a torcida colorada me ensinou suas canções incansavelmente e de como um amor pode ser verdadeiro.
Atualmente acredito fielmente no poder de uma paixão, mas estou falando do jogo mesmo. Pensei em listar filmes que já assisti sobre jogos, mas como há muitos vou resumir apenas como todos eles terminam: União.
É o que aconteceu no estádio aquele dia, todo tipo de pessoa, adulto, criança, velho, jovem, todos por um bem comum transmitir uma boa vibração para que o time vença. Foi linda a estratégia do Mandela, mais foi perfeita vê-la funcionar. Perfeita porque a união entre as pessoas é perfeita. Somos dependentes uns dos outros e deve ser triste é a pessoa que não enxerga isto e vive num mundinho egocentrizado (se é que existe esta palavra). Todos por um mesmo ideal, um mesmo caminho, seguindo um mesmo coração, não importando o que cada um escolha, mas simplesmente agindo de forma respeitosa porque cada um tem um ponto de vista, "e cada ponto de vista é a vista de um ponto". Além do que a paixão pode realizar numa sociedade podre como a nossa é as vezes, Invictus tem muito mais a nos ensinar, Morgan como o Presidente Mandela tem muito a nos mostrar neste papel cativante e real. Para quem não foi ver o filme... por favor. E para quem nunca viu um jogo de futebol e quer sentir ótimas vibrações do que é uma grande paixão... compreendi que a paixão pode não vir num cavalheiro de cavalo branco, ela pode vir de forma surrada como numa torcidade futebol.sábado, 16 de janeiro de 2010
É, foi ou será apenas um sonho????

Mas o que mais mexeu comigo mesmo foi as intenções de April (Kate Winslet) mudar de vida. Estou passando por esta fase atualmente, e acho que esta foi uma daquelas personagens com quem nos identificamos muito, e sei que não estou sozinha neste barco.
Quando somos jovens nossas vidas se enchem de sonhos, mirabolantes, incríveis, aventurescos. Para alguns, o sonho se torna realidade, é realidade, para outros foi apenas um sonho, as chances, a força de alguma forma esgotou e para outros, ainda buscam a resposta certa.
Talvez parecerá clichê o que vou dizer mas a esperança é o que sempre nos motiva a continuar. Abaixo seguirá uma conversa onde o casal explica porque estão querendo tomar um rumo totalmente diferente para suas vidas a um homem "louco":
- Por que gente como você foge? - Perguntou o homem "louco".
- Não estamos fugindo.
- O que tem em Paris?
- Um tipo de vida diferente. -Talvez estejamos fugindo. Fugindo do vazio sem esperança da vida aqui.
- "O vazio sem esperança". Agora disse tudo. Muita gente percebe o vazio, mas é preciso ter coragem para ver a falta de esperança.
"O homem tem poucas chances na vida" é mais uma das frases e como não sabemos o que pode acontecer no futuro ficamos acomodados com a vida que levamos mesmo não estando felizes porque temos medo de agarrar estas chances. O ser humano é as vezes pateticamente medroso, e eu já postei algo sobre medo neste blog, o medo gera fraqueza, e como o Coringa cita em Batman- Cavalheiro das trevas, gera o caos, a desordem, a bagunça. Quem quer viver uma vida bagunçada?
A felicidade está naquilo que sonhamos, as pessoas não devem ter apenas um objetivo na vida, deixe isto para os velhos que viveram tudo o que tinha para viver, as pessoas devem ter muitos objetivos porque quando alcançar um corre para o outro, e quando ver que não alcança um tenta realizar outro, assim a esperança não acaba e o combustível também não.
April não enxergou razão para continuar, aquilo já não bastava para ela, ela queria mais, mas perdeu a força, perdeu a esperança e tudo acabou. Por que alguns fazem isto? Por que desistem dos sonhos? Por que se cansam? Por que os que tentam são "taxados" de loucos? Por que o que está sempre dando certo tem de estar bom mesmo quando não está? É utopia demais ir atrás daquilo que deseja e tentar ter uma vida mais digna?
Na minha opinião o cara mais sensato do filme é o personagem que é considerado louco. Louco por quê fala a verdade? Louco por quê sonha demais? Louco por quê enxerga a verdade nas pessoas?
Se é utopia ir atrás daquilo que deseja e tentar uma vida mais completa, é hipocrisia e demência continuar em algo que não te faz feliz sem tentar outras alternativas. Bom não pode ser o suficiente tem que estar excelente!
E excelente é o que eu busco para minha vida e tenho certeza que você também.
Juro por Deus que não quero olhar para trás a minha vida e dizer que foi apenas um sonho sem ao menos ter tentado, não me interessa qual vai ser o final dela, mas quero aproveitar cada minuto, e quem sabe nos encontamos numa casa gostosa cheia de netinhos contando as aventuras e desventuras vividas numa vida sonhada e realizada....Sabe como é.... não custa nada sonhar.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
E assim caminha a humanidade.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Você tem medo de que???
Tenho certeza que a sua cabeça veio cobras, aranhas, escuro, lugares fechados, lugares pequenos,morte e mais aquele monte de fobias que a gente nem tem noção que existe (tenho certeza que irei descobrir uma por todo o percurso de minha, eu espero, longa vida). No entanto, não quero falar sobre isto diretamente. Na verdade fiquei até intrigada por estar postando em cima de um filme que achei q não poderia tirar nada de proveito além do entretenimento. Minto. Aprendi duas coisas: 1º Magia negra não existe, e mesmo se tentarem te enganar com isto, abra os olhos. Tudo tem uma explicação e a ciência por trás disto. Mas... pensando bem... acho que não aprendi isto em Sherlock Holmes, mas em Scooby Doo, não é?!
Bom... chega de blá blá blá, vamos aos fatos.
Achei o filme muito legal, apesar da brincdeira acima, gostei muito quando tiraram um pouco da misticidade, já que não se tratava disto, e sim da inteligência de Holmes e seus enigmas. Mas o maior ponto para mim foi a intenção do vilão: Dominar o povo pelo medo.
Medo.
O que é o medo? Procurando no dicionário encontramos..."covardia, fraqueza, pavor, pusilanimidade, pânico, susto, temor e terror" (http://www.dicio.com.br/medo/).
De todos os sentidos perceba a palavra fraqueza. O medo nos torna fracos!
Não acho que o filme tenha sido levado a comédia aleatoriamente. O medo tornaria a história mais complexa e não daria para o papel de Robert Downey Jr. ser tão brilhantemente engraçado uma vez, que o medo domina a mente e perturba tornando a pessoa, como já dito, fraca.
Pessoas comentem atos errôneos por medo, matam, se matam, ficam loucas, doentes, pertubam, ficam perturbados... sei lá.
Será que estou falando o óbvio??? Penso que não. Quase ninguém deve ter parado para pensar realmente no que tem medo, alguns devem até achar que não tem medo de nada, mas tenho certeza que tem alguma coisa lá dentro que o amedronta tornando-o fraco.
Fala sério! É claro que não quero acordar fantasmas em ninguém, mas quando uma pessoa se conhece bem, conhece suas fraquezas, pode usar isto como um ponto pra vencer, já que o medo é um ponto fraco.
Por isso digo, vá pular de pára quedas, vá num brinquedo bem louko no Playcenter, visite o Butantan, conheça os Aracnideos, faça algo num lugar escuro (eu indicaria sexo...hehe), fique passeando de elevador no seu prédio, ou invente alguma coisa dominar esta fobia louka que vc tem. Ah! Larga mão de ser um fracote e aproveite a vida assim como nosso querido detetive fez... aproveitou cada momento da vida, desfrutando sem medo de ser feliz!
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Peixes morrem pela boca

Para quem assiste House talvez entenda o que eu vou falar.
Ele se trata de um cara arrogante, solitário, egoísta e totalmente autêntico, e digo isto porque ele simplesmente fala a verdade, o que precisa e quando precisa.
Fiquei pensando em como tudo seria melhor se todos fossem assim. Não teríamos mais aquela sensação de estar falando a coisa errada, ou ficar pensando por horas em como falar algo ou quando. As pessoas não se arrependeriam das coisas que falaram e não ficariam tentando concertar aquilo que falou, não perderiam tempo fofocando sobre aquilo que deveria ter falado pessoalmente cara a cara, pensaríamos mais antes de falar, seríamos mais sinceros e automaticamente mais autênticos.
House é assim, e se bem me lembro as pessoas que possui um grande contato o conhecendo melhor gostam dele, de uma forma estranha mas gostam, acho que é porque qualquer pessoa busca a sinceridade. E House segue uma lista de qualidades que nos dá segurança pois sabemos o que esperar dele, personalidade, inteligência e a verdade.
Quando convivemos, o que é normal, com gente que não possui estas qualidades tem os que tomar cuidado, como se tivéssemos pisando em ovos porque as pessoas morrem pela boca, as vezes um suicídio ou as vezes um assassinato mesmo.
Mas o pior de tudo é que nos acostumamos a viver num mundinho de palavras ilusórias do conto de fadas das palavras onde frente a frente tudo é perfeito e quando viramos para trás dá até para sentir o cheiro do veneno gotejando pela boca. O bom é que um dia a máscara vai cair seja de quem for, menos a do House que já mostrou quem é há muito tempo.
Os fins justificam os meios???
Seria certo eu não comentar sobre este filme agora, talvez se eu o assistir umas 2 ou 4 vezes saberia realmente o que dizer, mas é que com ele compreendi algo: Talvez os fins justificam os meios.
Na maioria das histórias em quadrinhos existem três tipos de pessoas, o vilão, o herói, e o expectador. Alguns vilões até tem uma filosofia, tornando a história mais complexa, além daquela de unicamente dominar o planeta (já me cansei desta!), como exemplo disto vemos Magneto, que em X-Men acha que os humanos são provocadores de guerra, como aconteceu no período nazista, em que sua família foi detida por ser judia, logo ele acha que com a descoberta dos mutantes os humanos poderiam realizar, vamos dizer... uma terceira guerra mundial. Vou abrir uma parênteses também para falar do Coringa, que entre tantas histórias em HQ ou outros filmes, me surpreendeu com o roteiro de “Batman- Cavalheiro das trevas” que possui por pensamento mostrar que o ser humano é corruptível (sobre isto não tenho uma opinião formada ainda, mas prefiro acreditar no Batman, com porcentagens de mudança para a idéia de Coringa, pois já dizia nosso querido Gregory House: “As pessoas mentem”).
Ok! Voltando ao foco...
Todo filme possui vilões mas Watchmen não, na verdade, ele me fez acreditar nos heróis como seres fortes e humanizados. Não que em outros filmes não houvesse isto, mas é que os personagens deste filme possui tantos conflitos psicológicos que acabam tornando seus próprios vilões e o perigo para a raça humana, como se eles tivessem que salvar o mundo deles mesmos. Como exemplo começamos com o Comediante, o que achei mais perigoso, ou até mesmo o fascinante Dr. Manhattan, que cogita a destruição do Planeta devido apenas por seus conflitos emocionais, mas de todos o que mais me chamou a atenção foi o “herói” Ozymandias que acha justificável matar milhões de pessoas para impedir a terceira guerra mundial, seu discurso é: “Matar milhões para salvar bilhões”.
Posso dizer que fiquei horas pensando sobre isto. A mente do ser humano é algo extraordinária, suas idéias e pensamentos mostram o verdadeiro poder de cada pessoa, nem precisamos olhar através das portas, ou ficar invisível num ambiente, basta ter uma mente que pensa e tudo poderá ser criado. Mas além disto o filme me deixa questões moralistas como. Até eu ponto podemos sacrificar algo grande por algo maior ainda? Matar para salvar outro? Deixar de ajudar um para salvar outro? É antagonismo demais para mim. O que é o moralismo diante de tantas questões? Até que ponto os fins justificam os meios?
Olha! O filme é um aspirante a Liga da Justiça, mas acho que vale a pena a ver, até porque se houver uma sequência eu quero saber até onde vai a paz mundial.
